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terça-feira, 30 de abril de 2024

Grisas...

 

A mulher que ostenta seu porte natural, sem cerimônias, sem justificativas, indiferente a reações alheias merece mais que um pódio ou elogios rasos...

Mulher grisalha desfila seu acinzentado natural inatingível com magestade e imponência, crava sua trajetória de vitórias, supera o fluxo do tempo e se põe na contramão fixando sua longa, intensa e memorável permanência.

Sabe a quê veio, impõe sua imagem tal qual uma lei, magnetizando os olhares e alimentando as hipóteses nos corações. Não  precisa de confições, ela simplesmente sabe o efeito que causa.

No íntimo, todas querem, mas bem poucas  conseguem admitir e sustentar, ser grisa não é pra todas, é uma seleção especial.

Admita: mulher grisalha é mulher demais!


E. C. L.


sexta-feira, 22 de março de 2024

Apenas contra o inimigo.

 Quanto mal um ser humano é capaz de carregar em si?

Estive pensando sobre isso, numa ocasião em que recebi gratuitamente uma enxurrada de maledicência, cruéis palavras, muitas mentirosas, outras abrindo e reforçando feridas que muito custaram para cicatrizar... O que mais me chamou a atenção foi notar certo padrão nesses rompantes ataques direcionados a mim. Seria este: em primeiro lugar, parte sempre de pessoas muito amadas por mim, pessoas que recebem de mim o máximo do meu amor, do meu compromisso, da minha devoção, dos meus esforços, da minha gratidão, do melhor de mim. Depois, sempre nos momentos em que, ou estou precisando muito de amparo e apoio emocional, ou estou bem demais a ponto de me surpreender negativamente com tal explosão.

Ora, você pode analisar comigo e pensar:  "Que nada! Exagero seu! Quanto drama! Todos têm direito de discordar ou de dizer o que pensam." E sim, você estaria com a razão, não fosse a parte citada em que a pessoa desfere golpes sucessivos à feridas em processo de cicatrização quase finalizados. Traumas que quase custaram a minha vida, em algum momento custaram minha lucidez e comprometeram meu bem estar. É aquele antigo dizer popular: pisar no calo na prática. Quem pisa sabe que o calo existe e sabe que vai doer, que vai deixar de ser apenas um calo (já dói e incomoda) e vai se tornar uma ferida maior. É muito cruel. É maquiavélico.

Parte dessa teoria particular consiste em receber inesperadamente o conforto vindo de alguém desconhecido e que jamais voltarei a ver, com palavras suavizadoras e acolhedoras, demonstrando uma sensibilidade ímpar e impactante, a ponto de me acalmar e consolar. Não é toda a vez, mas já aconteceu muito, por isso faz parte do meu estudo.

Então me deparo com meu delírio conspiratório, classificando como agentes causadores Deus e o demônio. O malvado ser quando me percebe confortável emocionalmente, portando paz de espírito, força interior, a tríade: foco/força/fé; incomoda-se. E sabe que se usar outros caminhos não me atinge. Então, usa por possessão pessoas a quem estimo em momentos que estou "desarmada". E consegue me atingir. Então vem Deus, que tudo sabe/vê/pode e usa alguém desconhecido para me confortar e tira do meu alcance, para que não se torne conhecido e então seja o próximo agente de Satã a me bombardear; também por saber que se usasse um conhecido, de tão ferida, não chegaria nem perto.

Deveria então eu tomar providências cabíveis e não ter mais afeto por ninguém? Adotar medidas restritivas e me isolar emocionalmente afim de não receber mais tanta maldade pronunciada? Penso que talvez devesse. Mas não consigo, fui construída a partir de uma matéria prima divina, onde o mais importante nessa guerra é de que lado EU estou e por quais ideais eu luto, com que armas me defendo. Ainda preciso permanecer lutando, a guerra só termina quando eu ou o inimigo morrer. Até então, sigo nesse formato, armada até os dentes em guarda, mas apenas ataco o inimigo. Os apreciados, se estiverem em lados opostos, vão continuar me atacando e me atingindo. Mas não me rendo nem desisto da vitória. Cada um preste contas de seus atos a Deus no dia final. Minhas armas serão usadas apenas contra o inimigo. 



sexta-feira, 8 de março de 2024

Novo mandamento? #sextoujovemiasdvant

 O mundo hoje é uma mistura estranha de ceticismo, descrença, indiferença espiritual, dureza de coração, fanatismo apaixonado, extremismo e terrorismo. Parece não haver equilíbrio no reino humano. O “ tudo posso” tornou-se combustível para o “nada temo”, sem regras ou roteiros, apenas o desejo próprio, o “ quero=posso”.

Princípios flutuam como temperos desidratados nesse sopão moral, até que alguém se interesse e mexa tudo. Neste contexto, estamos aqui para - como Sal – salientar a verdadeira importância desses princípios (ou mandamentos) tão ignorados e/ou refutados por essa geração insana e insossa. E é entendendo o real sentido do que nos disse Deus sobre os Seus mandamentos que saberemos como temperar de fato essa panela ardente chamada Terra. Afinal, novo mandamento?

Arte: @matheus_beotto_


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Impacto inevitável?

Como agir quando seu vôo passa por turbulência inesperada e o seu piloto é suicida?  Ignoro o desespero. Enquanto meu ser é sacudido por fortes e truculentos solavancos, distraio meus sentidos me envolvendo em consolar e acalmar a tripulação ao redor, como se realmente pudesse salvar alguém. Observo tudo ser violentamente afetado, além de mim mesma, oro com fé pela esperança de algo milagroso e sobrenatural mudar o destino cruel que nos aguarda, inclusive pelo piloto, enquanto aguardo o chão chegar, pois eis a única certeza: o chão chegará. 



quarta-feira, 14 de junho de 2023

Enjoy!



não aceite...

nada que te incomode

venha de onde vier

se te incomoda

é porque não deveria existir

seja como for

onde for

quem for

se incomoda é sinal que está em desacordo com você

então porquê deixar pra lá?

fingir que está tudo bem?

fazer sala pra sofrimento?

se permita indignar

indagar

questionar

antes de agonizar e sufocar em mágoas

antes de ser irreversível

irreparável

se toque

se goste

se mime

se admire

se ame

se permita 

dê licença para si mesmo

e passe

desfile

destile

tire os olhos do chão

ganhe altura

desfrute a vista panorâmica

o horizonte é lindo

sacuda a poeira

arqueie as asas

sinta o vento no rosto

o cheiro peculiar da liberdade

o brilho dourado da glória

e nem precisa olhar para trás

cair na tentação de querer voltar

a viver como galinha 

se alimentando de sobras e piedade

servindo a sociedade com os frutos do seu máximo esforço e dor

doando até mesmo sua carne 

é pra cima que se voa

você pode ir alto

muito mais que imagina

e quando suas asas cansarem até mesmo de planar 

pouse em um pico

alto o suficiente para a contemplação do todo

e pequeno o bastante para ser apenas seu

e firme residência

acostume-se com o prazer

de ser exclusivo

admirado

até mesmo temido

mantenha os olhos no horizonte

baixe a cabeça apenas quando precisar se alimentar

Enjoy!


domingo, 23 de abril de 2023

Oásis

 Fui abordada recentemente com a fala: "Não converso com você porque só me faz mal. Tudo o que envolve a sua pessoa me traz sentimentos ruins, não há motivo bom para eu me aproximar de qualquer coisa que me lembre você."

Isso me fez pensar muito em quem tenho sido para as pessoas com quem cruzo ao longo da vida. Por mais que me esforce para fazer o que é certo, ser uma boa pessoa, transmitir amor divino ao semelhante, obviamente neste caso falhei terrivelmente. 

Não há o que justificar. Ainda que a pessoa dona de tal discurso seja um exemplo de mal caráter e índole podre inquestionáveis, e que o contexto da conversa não fosse o relacionamento que não temos; o que fica é a taxa de ser uma marca ruim com sabor amargo para alguém.

Aprendi que não devo falar de mim na terceira pessoa, ou usar o 'nós' em situações exclusivas a mim.

Mas tendenciosamente retruco que a humanidade é falha em relacionar-se. Acabamos por usar os fins pra justificar os meios. A pessoa que proferiu as palavras amargas não vai ter de mim nada mais do que já tem, aliás, agora ainda menos. 

Mas confesso estar incomodada com essa versão de mim. A despeito de ser um ser despresível, eu não desejo ser essa figura para ninguém. Me incomoda a minha imagem. Sou responsável pelo que eu transmito. Embora talvez não seja bem assim, pois cada um tem de mim aquilo que cultiva, parafraseando Chaplin.

Só quero me certificar de ser verdadeira, sólida e consistente, nesse mundão de Deus, onde quase sempre, o que se vê é apenas miragem. 

Quero ser oásis. 

E. C. L.



domingo, 29 de janeiro de 2023

Título: Sem título...

Às vezes fico meditando sobre o ser humano e suas capacidades de auto-destruição. Eventualmente você já conheceu alguém que a princípio não lhe despertou nada além de desprezo. Ao longo do tempo acabou interagindo de alguma forma e/ou convivendo com esse alguém que te fez repensar e passar a admirar suas características, personalidade, comportamentos, etcetera; inclusive você um dia chegou a se punir mentalmente por não ter virado fã incondicional ao primeiro contato, tamanha admiração que se formou então. Mas, o tempo não pára, e as emoções e sentimentos vão se aprofundando, os laços se estreitando, chegam as espectativas e com elas as frustrações e decepções. E aquele ser que do nada virou ídolo acaba, por si só, destruindo a própria imagem, admiração e estima que conquistou tão astutamente. Isso não é raro, só comigo aconteceu mais do que eu acho que deveria. 
Enfim, pensar sobre isso me faz refletir sobre dois pontos:  
Primeiro:- a pessoa que te decepciona, ainda que saiba disso, mais de 99% das vezes segue vivendo plena e feliz, sem alterações significativas em sua vida, rotina, cotidiano, quanto menos sentimentos. Sofre você, que muitas vezes perde a paz, o sono, não raro muda de endereço, de comportamento, de emprego, adquire uma comorbidade comprometendo sua saúde, uma depressão/ansiedade, ou seja, sofre sequelas e consequências que vão fazer parte de você, ainda que em pequena escala, para sempre. Terrível, mas real. Nos cabe tomar o antídoto, que não é, apesar de parecer óbvio, deixar de se envolver. Mas blindar-se contra as espectativas. Não esperar NADA de ninguém. Difícil, mas necessário.
Segundo:- vendo esses seres desnutridos de luz viverem suas belas vidas de aparências, sobretudo nessa era maluca de redes sociais, comemorando cada centavo como se fosse milhão, cada passo como se fosse maratona, cada vírgula como texto, brindando uma vida fake que só você, ou você e bem poucos mais, sabem que é pura bolha de gás; me ponho a pensar: será que eles sabem que são a referência de tudo o que é ruim, degradante, nojento, mentiroso, desleal, cruel e desprezível? Será que dormem bem com a ciência de serem o ponto negro na paisagem de alguém? Será que algum dia sofreram ou sofrerão as consequências de terem sido agentes do mal destruidores como gafanhotos em folhas frescas nos sentimentos de algum inocente? Minha indecente humanidade espera que sim. Que não tenham sossêgo até que bebam o próprio veneno. Merecem viver toda essa mentira, porque no fim das contas, quando as luzes se apagam, quando a câmera desliga, quando o offline os assombra, são obrigados a conviver com o buraco negro de suas almas vazias, fúteis e solitárias. A isso podemos chamar de justiça? Não sei. Prefiro deixar sem título.


terça-feira, 15 de março de 2022

Normas...




• Acorde cedo (8h de sono);
• Alimente-se bem;
• Faça o devocional;
• Cumpra compromissos;
• Exercite-se;
• Promova o bem estar onde estiver;
• Seja cordial e sensível;
• Mantenha a aparência agradável com asseio, higiene e roupas alinhadas;
• Cuide da higiene e saúde bucal;
• Evite o uso de linguagem vulgar, bem como de piadas e zombaria exagerados;
• Existe o momento certo para tudo. Busque-o sempre;
• Existe um meio termo para cada situação chamado equilíbrio, fica fora dos extremos
‘tudo ou nada’. Obtê-lo é o resultado de muita disciplina;
• Deus ama todas as pessoas, ama você, ama quem você ama, ama quem você odeia e
sente ciúmes de todos. Lembre-se disso antes de agir contra alguém;
• Todo o ser humano tem dois olhos. As mães têm quatro (+os de deus). Você pode
escapar dos dela, mas dos dele você não escapa;
• Deus não pode aparecer para as pessoas porque as mataria com tanta luz e ausência
de mal. Você está aqui para isso: representá-lo. Faça isso direito;
• Não importa o quanto você negue, você é muito importante para quem te ama;
• Seja agradável e amável com todos, evite arrependimentos desnecessários;
• Viva intensamente. Interesse-se por tudo à sua volta;
• Cultive sonhos possíveis e colecione os impossíveis;
• Questione até obter resposta. Então pare;
• Ame cada detalhe de sua vida, contente-se por ser afortunado, ter família, saúde,
lucidez, amigos, alimento;
• Seja grato a Deus e aos outros pela oportunidade de participar da história da
humanidade;
• Dedique-se verdadeiramente a pelo menos uma causa;
• Busque a Deus, aceite sua vontade e creia em sua palavra;
• Tenha guardado em sua mente palavras de conforto para quando a culpa por algum
erro aparecer;
• Jamais abandone suas raízes;
• Encontre o amor verdadeiro nas pequenas coisas da vida;
• Jamais desative o alerta de consciência. Pode ser fatal;
• Você tem valor fixo para Deus. Seu valor é incalculável. Não permita que te convençam
do contrario.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Talvez (1R/2022)

 ... pois é. 

Talvez você jamais leia o que hoje escrevo, já  que não cultiva o hábito da leitura.  E se eventualmente  acabar lendo, também não  saberá  de quem se trata. Mas é  sobre você. Chamo essa anotação  inocente de "Drama do Egoísta Passivo". Sim, o egoísmo afeta mais as pessoas que convivem com o egoísta do que o próprio. Confesso estar neste momento com dificuldade de expressão pensando em desistir deste escrito por antever a cena dramática de vitimação que se instalará assim que você o ler, ainda que as chances de tal evento sejam remotas. Pois bem... estou realmente cansada desse jogo infantil que você vive, de tocar fogo no em mim e jogar o estopim na minha mão, me fazendo parecer louca. O D E I O isso. E odeio porque é desleal. Você sabe que foi você, sabe que eu jamais faria aquilo, mas além de fazer ainda faz parecer que fui eu, e consegue até testemunhas oculares, me expondo com comentários que parecem inocentes e cheios de dor emocional, forjando uma culpa em mim que não me pertence. Maldade. Usar as palavras de uma pessoa contra ela mesma sabendo que não procederam da forma como você colocou apenas pelo benefício da piedade social, deveria ser crime hediondo.

Hoje questiono se você é capaz mesmo de amar alguém além das suas dores tão queridas, que já me parecem provocadas por você mesmo de propósito, como faz comigo. Se faz comigo, pode ter feito isso uma vida toda.

Isso é doentio. É psicopatia. Sociopatia. Um tipo de violência camuflada, que coloca a vítima como culpado e o culpado como vítima.

E faz toda uma construção de cenas com fatos e artefatos que usará contra mim sempre que puder. E depois de me fazer parecer uma descontrolada, vai vir me mostrar todo o seu sofrimento por mim, todo esse amor que faz de tudo e vive por mim e para mim... vai me perdoar porque você é nobre e está acima de mágoas e rancores. Seu amor por mim a tudo perdoa. 

Entendi isso há 18 meses, quando você me jogou para dentro do abismo da morte, de onde eu não voltaria jamais. Morreria. Ao ver meu sofrimento na queda, minha dor de coração estraçalhado pelo pavor, você não pôde suportar que alguém tivesse mais piedade das pessoas do que você mesmo e me colocou como culpada pelo mal que você me causou, que inclusive, quase me leva a vida. E por esses olhos tristes, por ser você uma pessoa tão agradável socialmente, por ser o queridinho da empresa, o popular homem abandonado pela esposa, privado de conviver com os filhos que tanto ama, um ser resiliente, que venceu a adicção e é o mais trabalhador dos seres... jamais alguém ousará te culpar por nada. Nunca. Jamais.

Acredite, eu sempre soube disso tudo.

Sempre fui a pessoa utopista que realmente sonhou ser possível te fazer mudar o próprio rumo, já que é tão agradável, amável, gentil, doce, companheiro, confidente, amigo, compreensivo, viril, bem humorado, bom de casa, comida e roupa-lavada, fala tudo o que se quer ouvir... seria O marido que o universo quer. Mas, hoje, depois de ouvir pela enésima vez que você vive para me agradar e etc, me pus a buscar meus pés nas nuvens e recoloca-los no chão. Não, você não existe. O você que me apresentou é fruto da sua imaginação + sua ardilosidade + meu despreparo + minha empatia. Você de verdade nunca se apresentou. Mas devo te dizer que você tem um blefe poderoso. Arrasta a bancada toda a seu favor. A única coisa que você nunca conseguiu disfarçar foi essa inquietação, pertinente de quem não tem paz e sabe que nunca vai ter. 

Volto meus pés ao chão, sofro um pouco, quase morro, mas sigo pisando firme. Pois pés foram feitos para pisar no chão. Nuvens são apenas vapores. Qualquer vento leva.

Permaneço torcendo para que algum dia você destrua esse você horrível e decida viver a realidade desse você construído para atrair e agradar. Só não sei a que distância ficarei até que isso aconteça, já que os danos pela proximidade são irreparáveis. [Relato de livre demanda]

Este relato foi recebido para ser publicado anonimamente por alguém que está em situação  de violência emocional. 

Este blog se põe  à disposição de qualquer indivíduo para fins de desabafo sob o compromisso de privacidade total e anonimato. Não encaminho denúncias,  apenas publico o material que recebo.

Mas você pode e deve denunciar.

Ligue 181. Salve vidas. Salve você. 





segunda-feira, 1 de abril de 2019

Intocável


Ele é dono de sua masculinidade. Desfila sua aparência controversa de homão-moleque, com esse porte de medidas harmônicas, esse olhar pedinte, requisitante, insatisfeito, inconformado, sempre querendo mais do que lhe é ofertado. 

Ele é forte de dentro para fora e de fora para dentro. 
A vida cumpre seus caprichos, se curva ao seu humor primaveril. 
Tal qual o vento, que sendo forte impõe respeito e temor, sendo suave imprime alegria e frescor; ele é ótimo em seus extremos.
Seu olhar profundo é instigante e sem inocência.
Seu sorriso imperativo é um convite constante.
Seu abraço forte é um atentado ao meu auto-controle.
Ele é tudo o que se quer.
Artigo de vitrine... intocável.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Casal Casual

Um cheiro de paixão invade o ar A luxuriosa luminescência resplandece no olhar Ele, o proibido irresistível. Ela, a atrevida disfarçada. Ambos despem-se do pudor já sem mais notar. Nem mais percebem que os afetos acalorados dominam-lhes os sentidos. E explodem em sorrisos, risos e olhares penetrantes. Descaradamente, almas nuas à vista de todos. Todos os que quiserem notar, perceber, entender. A esta altura nem lhes importa. Ao separar-se, ele volta à sua toca bem protegida. Ela fecha-se em sua mascara cabisbaixa e carrancuda. Assim seguem, até que mais uma lua se mude. E tornam a sair de seus personagens brilhantemente interpretados de bom moço e socialite. Que belo espetáculo de hipocrisia disfarçado de ética social. Merda!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Contemplateur

Sentir sua falta me destrói...
Parece que vou morrer se não voltar a ter você. Jamais vou entender porque não consigo ter paz sem o brilho profundo dos teus olhos misteriosos, sem o sabor intenso, quente e macio dos seus lábios. Seu abraço, que me envolvia, me protegia, me acalmava. O único a me fazer adormecer em seus braços e querer repetir todos os dias. Uma dependência insana, doentia, visceral. Meu corpo vai gritar seu nome em silêncio todos os dias da minha morte - já que sem você não tenho vida. Jamais vou me sentir heroína por conseguir arrancar um sorriso maroto dessa boca linda e instigante. Meu travesseiro quase pulsa em tom de marcha, como se reproduzisse sua palpitação ofegante ao me beijar. Ver seu rosto e ouvir sua voz em pensamento tornou-se parte da minha rotina. Minha lucidez está comprometida com o prazer em te observar, nem que seja de longe. Que delícia de sofrimento!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

De saco cheio...

Minha cota de paciência está completa.
Será a tal da meia idade?
Que seja! Mas chega de enrolação, chega de blá blá blá...
Meu ventre já está cheio de cadáveres dos sapos engolidos a por tantos anos.
Gente que sentiu prazeres quase sexuais uma vida inteira me vendo baixar a cabeça, respirar fundo, engolir o quase iningolível.
Tudo em nome de paz, educação, manter boas relações, manter o emprego, o namoro, os dentes.....
Mas não me importa nada disso mais. Nem mesmo os dentes. Prefiro uma dentadura e alma lavada, do que dentes - que inclusive podem cair sozinhos -  e outro sapo atravessando minha paz de espírito garganta a dentro.
Por isso, aprendi me amar, me valorizar, me admirar. Cada mazela imposta a mim pelas circunstâncias cruéis de uma vida que não gosta muito de mim, me fez aumentar a estima própria, somatizar o bem querer a mim mesma, desejar fazer por/para mim tudo o que me foi negado ano após ano vividos, como fosse eu uma poltrona velha; de casa em casa, a princípio em destaque, mas logo, apenas para prestar favores e servir de depósito, ou de objetos inúteis, ou de roupas bagunçadas, ou de bundas sujas, até que nem pra isso mais prestasse.
Agora quero o que decidi que mereço.
Mereço o benefício da liberdade, de estar só se quiser e quando quiser, sem maiores dramas nem explicações. Se viver no coletivo me fizesse bem, não quereria eu o isolamento.
Mereço o respeito ao serviço prestado, seja uma cama arrumada, um lanche, um banquete black tie, um resgate salva-vidas, o que for. Não quero elogios, exijo respeito. Construí minha vida na excelência da qualidade. Isso gasta tempo, mão de obra, dinheiro, e se não gastar nada, leva de mim a minha dedicação e esmero. Sou perfeccionista, não mexa no que eu fiz. Se eu errar, eu conserto. Se não souber, eu pergunto. Se eu falhar, me desculpo. Mas não se intrometa no meu serviço, seja ele qual for.
Mereço meu espaço. Querer guardar tudo alinhado, ver o chão brilhando, louças limpas, roupas penduradas na minha sequência. Enfeites neutros, decorar o que é


meu.
Mereço comer o que tiver vontade sem ter que dar explicações ou ver um faniquito porque vai ser agridoce ou vegano, ou caro.
Mereço a companhia de alguém pra uma TV, que queira ver TV ou que me deixe só pra eu ver o que quiser.
Mereço fazer burradas e delas me arrepender sem que isso vire uma cena do Titanic afundando e eu no papel do iceberg.
Mereço decidir sobre ser magra, malhada, gordinha ou tudo isso, afinal, eu gosto de comer. Cuido da saúde, mas como bastante, portanto, não me encha o saco por causa do tamanho do meu prato, a menos que você pague por ele sozinho.
Mereço estar perto de quem me agrada, me enche os olhos, o coração, os ouvidos, a mente e todos os outros sentidos! Duvido encontar, mas que mereço, isso sim!
Mereço escolher gato e papagaio antes de cachorro.
Mereço usar o tempo de insônia para atualizar roupas a lavar, vidros a limpar, geladeira a descongelar, café da manhã a preparar... Desde que aproveite o tempo sem sono pra fazer algo realmente útil, afinal, time is money.
Mereço envelhecer à minha maneira, meu estilo de roupa, minhas músicas antigas, meu cabelo grisalheando naturalmente, sem pressa e marcando presença, fazendo minhas palavras cruzadas Coquetel por diversão, nostalgia e prevenção de Alzheimer.
Mereço não precisar esconder nada em lugar algum.
Mereço acordar com vontade de ouvir música em volume alto e luz acesa.
Talvez encontre quem diga que é pedir demais à vida. Discordo. Lutei por isso, sonhei com isso, busquei isso, plantei tudo isso. Portanto, mereço.
Até porque, pra qualquer contrário aos descritos, já estou de saco cheio!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sempre avante!

Nunca achei que um alvo tem que ser pra sempre. Alvos são móveis, removíveis. O que tem que ser pra sempre é o objetivo. Não, eles não são tão sinônimos quanto parecem. Vejamos: alvo é uma figura a ser atingida, sendo ele itinerante, ora aqui, ora acolá. Já o objetivo é atingir esse alvo; ou outro, desde que se atinja. O alvo é apenas um veículo usado para chegar a um objetivo. Troca-se o veículo, não o destino. Quando numa guerra (não, eu nunca estive numa, não nessas figuras históricas) os alvos vão sendo atingidos e portanto eliminados, há esperança de se chegar ao objetivo, que deve ser ganhar a batalha. Mas, como não poderia deixar de ser, as vezes se escolhe alvos errados, que explodem diminuindo a vantagem, ou ainda, alvos que contraatacam, o que pode minimizar as chances de vitória. Há também o inimigo desleal, que usa o que se chama 'fogo amigo' para confundir soldados de uma mesma frente, fazendo com que se usem como alvos fáceis e se destruam sozinhos.
Relacionamentos são guerras diárias. Determinar quem é alvo, quem é soldado e quem é inimigo torna- se vital para se chegar ao derradeiro objetivo, que costuma ser a tão cara e frágil CONVIVÊNCIA PACÍFICA À DOIS. Sejam fraternos, afetivos, amigáveis, sociais, relacionamentos sempre ferem muitos e as vezes matam alguns. Assim como as guerras. Precisamos de estratégias mais eficientes e armas menos nocivas. Eu, desarmada, sobrevivente e combatente convicta. Sempre avante!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Tentar acertar

Sentimento terrível é a culpa! Seca a gente por dentro, leva a paz embora, faz a gente se sentir o pior dos mortais. Talvez o pior inimigo de uma pessoa seja a consciência pesada; ter raiva ou vergonha de si mesmo... Chega a doer fisicamente o peito, dói a cabeça, enjoa o estômago, tira os apetites. Faz tudo perder a graça.
Porque o natural e melhor pra gente é ter a quem culpar, ser a vítima, o coitadinho – ainda que ninguém goste de assumir isso.
A culpa nos destrói porque só fazemos besteira. Por menor que seja o erro ou o alcance dele, a gente sempre acaba fazendo bobagem. É comum, faz parte de nós.
Mas não foi sempre assim. E justamente por que não deveríamos errar tanto é que nos sentimos culpados. Porém, embora exista o problema da culpa, aprendi que ela pode deixar de ser inimiga para ser aliada.
A culpa tem um lado confortador...
Controverso isso, não? Mas é real.
Significa que ainda existe algo em nós que vale a pena recuperar: acertar.
Enquanto o erro entristecer, festejemos.


Quer dizer que ainda há tempo para tentar acertar.

domingo, 1 de março de 2015

Ressaca

De repente a vida começa a perder a graça. 

Tudo parece sem tempero, sem brilho, sem cor.

O sol parece que não brilha, só queima. 

O verde está amarelando e murcho. 

A água escassa e industrializada.


Os sorrisos parecem uma conspiração global de falsidade. 

A música se tornou um ruído provocativo. 

As paisagens acinzentadas, os brilhos insistentes e fortes são cada vez mais irritantes.

Embriagamos a vida com tantos prazeres que hoje ela está de ressaca.

Uma enxaqueca descomunal toma conta da humanidade.

Desliguem o mundo, usem suas compressas frias na testa e durmam.


Talvez amanhã a vida amanheça renovada e querendo uma saladinha para recomeçar.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

BATALHA



A difícil tarefa de ser imparcial quando a alma é totalmente passional.
A paixão é intensa, profunda, detalhista; nada lhe escapa: nenhum movimento, nenhum olhar ou lágrima. Nada.


Agir com a razão para um espírito apaixonado é um processo longo e árduo, fruto de diligente perseverança. 
Essa percepção se torna quase suficiente ao sucesso. Quase.
Entender e aceitar a diferença entre o ideal e o real é a grande sacada para decidir cada passo com frieza e clareza, obtendo êxito.





Conquistado esse campo, fica mais fácil identificar o inimigo e criar estratégias para combatê-lo. Estabelecer a paz entre razão e paixão resulta então, de ponderar, dosar, equilibrar o uso de ambas as armas, pois, uma sem a outra leva à ruína. É fim de carreira. Derrota certa.




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Perguntas para simples constatação [autoconhecimento]

Queridos leitores...
Para ajudar meu filho adolescente elaborei um questionário de autoconhecimento. No processo de elaboração comecei a pensar que talvez possa contribuir com outras pessoas também. Passo então a dividir com vocês. Segue abaixo o referido questionário:

1.    Qual é o seu nome e o significado universal dele? Esse significado diz algo sobre você?
2. Se pudesse você trocaria seu nome? Por quê? Qual nome você se daria?
3. Qual a sua idade cronológica?
4. Qual a sua idade desejada no momento e por quê?
5. Qual o alimento que você mais aprecia e por quê?
6. Que alimento você abomina e por quê?
7. Feche os olhos e pense em um sabor inesquecível. Descreva em detalhes e depois responda qual é?
8. Da mesma forma pense num sabor detestável, descreva e responda qual é?
9. O que te fascina visualmente? 
10. O que te aborrece visualmente?
11. Que aroma te encanta e qual te enoja?
12. Qual a sua melhor qualidade? Acha que pode melhorar nisso?
13. Qual o seu pior defeito? Acha que pode piorar nisso?
14. De todas as habilidades que você possui, quais as três que mais te orgulham?
15. O que é indispensável?
16. O que é dispensável?
17. Que qualidades você mais 
admira em uma pessoa?
18. Que defeitos você não suporta 
em uma pessoa?
19. Enumere três objetivos para 
curto prazo...
20. Enumere três objetivos para longo prazo...
21. Pensando no sexo oposto, o que mais lhe agrada de forma geral?
22. Da mesma forma, o que mais lhe irrita de forma geral?
23. Fisicamente, o que mais lhe atrai?
24. Fisicamente, o que menos lhe atrai?
25. O que você precisa vencer este ano?
26. O que você já conquistou até este ano?
27. O que é felicidade e qual a sua importância?
28. Você se considera feliz?
29. Deixe um conselho para a humanidade...
30. Deixe um conselho para si mesmo...



domingo, 25 de janeiro de 2015

A Joia do Pai

Sempre acreditei que existe um grande Pai universal nos assistindo, nos amparando, nos mantendo, guiando.

Fiz escolhas precipitadas e erradas, levei minha vida para a beira do precipício. E o Grande Pai me deu um motivo para não desistir da caminhada, que seria dura, escura, triste, sombria, perigosa, cruel e pesada. Uma dádiva para que nem a culpa, nem o arrependimento, nem frustrações ou desafios cotidianos desviassem minha atenção do meu novo principal objetivo. Mais que conseguir atravessar o grande despenhadeiro, agora também teria que levar uma joia nas mãos, sem deixa-la cair ou sofrer qualquer dano. A cada passo dado comemoro a vitória de não tê-la danificado, uma vez que manter-me em pé no caminho já não é tão fácil. Ao meu redor vejo inúmeras pessoas com a mesma missão. Muitas já jogaram sua joia fora, ou pelo excesso de cuidado consigo mesmas deixaram-nas cair, ou estão quebradinhas, ou sujas, ou foram deixadas pelo caminho. É muito difícil enfrentar o caminho, no pior trajeto escolhido, cada passo com suas batalhas, um inimigo muito forte me fazendo tropeçar, me instando a desistir, meu corpo e espírito cansados, querendo me jogar no precipício. Então me lembro da joia do Pai. Tanto tempo levando em minhas mãos que a considero minha. Amo essa joia. Cuido dela, vou polindo uma sujeirinha aqui e outra ali, às vezes fica mais exposta, às vezes consigo guardar; só não posso me dar ao luxo de fraquejar ou desistir da caminhada, já que tenho que entregar minha joia nas mãos do Pai. Ele me anima, me alimenta, me fortalece, derrota o inimigo por mim, é um Paizão.

Só que agora, minha joia quer fazer seu próprio caminho.

 Minha angustia e preocupação se tornaram palpáveis. Não sei como reagir, não sei o que dizer, recorro ao Pai e ele só me lembra sobre minha responsabilidade, recorro ao meu ser, e dou de cara com minhas escolhas. Confusa, perdida e fraca, vou seguindo, tentando segurar o quanto puder; prender forte entre minhas mãos a maior dádiva que eu tive o privilégio de carregar para o meu Pai. Certeza só tenho de que muito breve já não poderei segura-la. Talvez meu maior medo seja não ver em mim mesma motivo suficiente para continuar, se vier a fracassar na minha missão, que parece tão simples, mas que me mantem sempre a caminhar.








quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Receita especial contra o desperdício

Já que os homens não lêem quase nada, resta à minha particular conspiração, detalhar em grandes textos toda a minha indignação e insatisfação com o comportamento masculino...
Escrevo então para as mulheres. Como fica cada dia mais difícil identificar um homem para investir sentimentos ou compromissos, na mesmíssima proporção fica cada vez mais fácil identificar um imbecil de quem se deve fugir às léguas. O segredo da sua tranquilidade é ser intuitiva e não deixar que a fome pesque o peixe, ou seja, aja friamente e se afaste antes que acabe se martirizando por estar com um idiota completo.
Então, para o seu próprio bem evite homem que:

  • Não te respeita como figura feminina, flerta com outras mulheres na sua presença [desrespeito não dá para aceitar nunca];
  • Tem medo de perguntas[sinal de falta de conteúdo];
  • Passa meses sem dar um presente, uma flor, uma mensagem de bom dia no celular[desinteresse, indiferença, isso você tem sozinha];
  • Usa seus talentos para o benefício dele, como pedir aquela massagem relaxante, ou aquela receitinha que 'só você sabe fazer'[abuso contra seus sentimentos e folga];
  • Não aparece num encontro e nem dá satisfação[você não é importante pra ele];
  • Apela para o elogio exagerado ao seu 'físico' quando estão juntos[para conseguir o que quer ele se supera]; 
  • Tem um 'segundo' sentido para tudo o que você fala[ sinal de imaturidade, a adolescência ainda não foi embora];
  • É previsível ao ponto de você decorar a performance dele[ vazio e sem criatividade];
  • É repetitivo e se fixa em um ou dois assuntos entediantes[não te ouve, mas fala];
  • Não te assume para os amigos(as)[tem vergonha de você, o lance só é sério pra você ou até ele sabe que você é demais pra ele].
Seja como for, nenhuma mulher merece passar por nenhuma das situações listadas acima, até por que elas se tornarão corriqueiras se você permitir que passe da primeira. Preserve-se e se valorize. Toda mulher merece ter o direito de buscar um homem que:
  • Respeita a mulher como figura, sua referência materna o fez admirador e apaixonado pela alma feminina;
  • Não tem receio de se mostrar e se abrir, o melhor dele está do lado de dentro;
  • Sempre te traz algo de presente, nem que seja uma flor seca, mostrando que você está nos seus pensamentos o tempo todo;
  • Poupa seus esforços desnecessários e é incapaz de abusar da sua boa vontade;
  • É responsável e educado, se houver um imprevisto, avisa para não causar problemas, afinal, o referencial do homem é a sua palavra;
  • Não precisa apelar para te conquistar, a paixão flui naturalmente;
  • É bem humorado, divertido sem ser bobo, sabe a hora de parar a brincadeira;
  • É surpreendente...
  • É interessante, tem sempre o que conversar, te ouve com atenção e sabe interagir na conversa;
  • Não tem medo de assumir que se apaixonou por você.
Com essa receita mulheres, vocês podem até não encontrar o homem 'certo', mas com certeza vão evitar alguns indesejados
... 


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