De frente para a caricatura de parte de mim, firmo o presente compromisso de desatar o laço da máscara que insisto em usar e que justifica o sorriso insolente e dissimulado, aprovado socialmente ao tapar a parte obscura que me envergonha . Mundo indiferente é mundo veloz, racional. Diferente do meio eu instalado romanticamente por uma flecha de cupido. Ser é infinitamente mais trabalhoso do que parecer e ainda assim é dispendioso. Ao fincar os pés no vácuo onde minha dor existe e é a base que me sustenta, sinto a iminente necessidade de me permitir o sofrer sem vitimismo, a dor silenciosa, o chorar sem apelo. Sofrer não é romântico nem deve promover excessos. E todos têm seus males, o que não faz distinção classial, racial ou qualquer al... Abaixo a idéia de super heróis que se fortalecem na dor. Isso não é resiliência, é estupidez. A dor real, se não mata, deixa sequelas. Não existe beleza em resistir bravamente ao sofrimento. É apenas sobrevivência. Bonito mesmo é o movimento de evitar, contornar, se esquivar da dor. Quanto menos mal, melhor.
domingo, 15 de maio de 2022
terça-feira, 15 de março de 2022
Normas...
segunda-feira, 14 de março de 2022
Choquinho de leve
Hoje foi um dia de me olhar do avesso.
Dia em que acordei com vontade de não sair da cama pra não deixar o ninho com minha filhotinha tão quentinha e linda dormindo e vi a mãe ausente que me tornei.
Dia em que preferi ficar na cadeira sozinha por causa de dores no corpo e cabeça do que me aconchegar no colo do meu querido e ver a velhice me possuindo.
Dia em que me aproximei do meu diretor para ser profissional e vi a subserviente em que me transformei.
Dia em que busquei um refrigério na doçura de uma amizade sincera e pude observar a imagem craquelada, turva e empoeirada de mim mesma nos olhos alheios.
O dia que eu não me preparei para receber...
Dia do dedo na tomada.
quinta-feira, 10 de março de 2022
Talvez (1R/2022)
... pois é.
Talvez você jamais leia o que hoje escrevo, já que não cultiva o hábito da leitura. E se eventualmente acabar lendo, também não saberá de quem se trata. Mas é sobre você. Chamo essa anotação inocente de "Drama do Egoísta Passivo". Sim, o egoísmo afeta mais as pessoas que convivem com o egoísta do que o próprio. Confesso estar neste momento com dificuldade de expressão pensando em desistir deste escrito por antever a cena dramática de vitimação que se instalará assim que você o ler, ainda que as chances de tal evento sejam remotas. Pois bem... estou realmente cansada desse jogo infantil que você vive, de tocar fogo no em mim e jogar o estopim na minha mão, me fazendo parecer louca. O D E I O isso. E odeio porque é desleal. Você sabe que foi você, sabe que eu jamais faria aquilo, mas além de fazer ainda faz parecer que fui eu, e consegue até testemunhas oculares, me expondo com comentários que parecem inocentes e cheios de dor emocional, forjando uma culpa em mim que não me pertence. Maldade. Usar as palavras de uma pessoa contra ela mesma sabendo que não procederam da forma como você colocou apenas pelo benefício da piedade social, deveria ser crime hediondo.
Hoje questiono se você é capaz mesmo de amar alguém além das suas dores tão queridas, que já me parecem provocadas por você mesmo de propósito, como faz comigo. Se faz comigo, pode ter feito isso uma vida toda.
Isso é doentio. É psicopatia. Sociopatia. Um tipo de violência camuflada, que coloca a vítima como culpado e o culpado como vítima.
E faz toda uma construção de cenas com fatos e artefatos que usará contra mim sempre que puder. E depois de me fazer parecer uma descontrolada, vai vir me mostrar todo o seu sofrimento por mim, todo esse amor que faz de tudo e vive por mim e para mim... vai me perdoar porque você é nobre e está acima de mágoas e rancores. Seu amor por mim a tudo perdoa.
Entendi isso há 18 meses, quando você me jogou para dentro do abismo da morte, de onde eu não voltaria jamais. Morreria. Ao ver meu sofrimento na queda, minha dor de coração estraçalhado pelo pavor, você não pôde suportar que alguém tivesse mais piedade das pessoas do que você mesmo e me colocou como culpada pelo mal que você me causou, que inclusive, quase me leva a vida. E por esses olhos tristes, por ser você uma pessoa tão agradável socialmente, por ser o queridinho da empresa, o popular homem abandonado pela esposa, privado de conviver com os filhos que tanto ama, um ser resiliente, que venceu a adicção e é o mais trabalhador dos seres... jamais alguém ousará te culpar por nada. Nunca. Jamais.
Acredite, eu sempre soube disso tudo.
Sempre fui a pessoa utopista que realmente sonhou ser possível te fazer mudar o próprio rumo, já que é tão agradável, amável, gentil, doce, companheiro, confidente, amigo, compreensivo, viril, bem humorado, bom de casa, comida e roupa-lavada, fala tudo o que se quer ouvir... seria O marido que o universo quer. Mas, hoje, depois de ouvir pela enésima vez que você vive para me agradar e etc, me pus a buscar meus pés nas nuvens e recoloca-los no chão. Não, você não existe. O você que me apresentou é fruto da sua imaginação + sua ardilosidade + meu despreparo + minha empatia. Você de verdade nunca se apresentou. Mas devo te dizer que você tem um blefe poderoso. Arrasta a bancada toda a seu favor. A única coisa que você nunca conseguiu disfarçar foi essa inquietação, pertinente de quem não tem paz e sabe que nunca vai ter.
Volto meus pés ao chão, sofro um pouco, quase morro, mas sigo pisando firme. Pois pés foram feitos para pisar no chão. Nuvens são apenas vapores. Qualquer vento leva.
Permaneço torcendo para que algum dia você destrua esse você horrível e decida viver a realidade desse você construído para atrair e agradar. Só não sei a que distância ficarei até que isso aconteça, já que os danos pela proximidade são irreparáveis. [Relato de livre demanda]
Este relato foi recebido para ser publicado anonimamente por alguém que está em situação de violência emocional.
Este blog se põe à disposição de qualquer indivíduo para fins de desabafo sob o compromisso de privacidade total e anonimato. Não encaminho denúncias, apenas publico o material que recebo.
Mas você pode e deve denunciar.
Ligue 181. Salve vidas. Salve você.
segunda-feira, 7 de março de 2022
Fofos mortais...
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
Receita da vovó
Se o amor andar junto com a coerência, é possível que se obtenha longas séries de agradáveis momentos.
Se a coerência abraçar a lucidez e não desgrudar mais, talvez seus bons momentos diminuam a intensidade, já que a coerência e a lucidez formam uma dupla mais objetiva e menos romântica, preferível aos olhos do 'homo non sapiens' (vulgo 'geração nutella ou geração mimimi'), que prefere o balet afetivo do Mr. Sigmund a sujar um pouco os pés na lama que estão acumulando com tanta superficialidade e comportamentos em massa, as ditas modinhas.
Sinto em lhes comunicar o prognostico redundante: muitos buscando morte à sua maneira, como Shakespeare - herói da geração - por preguiça de enfrentar seus respectivos pântanos, formados por lágrimas de birra por qualquer eletrônico que possa tirá-los da realidade; comportamento nomeado de adicção intensa, progressiva, incurável e fatal.
Quem nos dera não tivéssemos querido dar a eles o que não tivemos, pois foi exatamente o que nos forjou com metal e não de biscuit atóxico.
Lactose, glúten, diet, light, eram palavras escassas (confesso desconfiar de uma teoria da conspiração entre a industria alimentícia e farmacêutica), as frescurites agora tem afamados nomes de intolerância à/ ou hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Saudade de jogar queimada descalça na rua de barro com a molecada que só ia chegando e entrando na brincadeira; colocar fogo no bombril a noite e guerrinhas de goiabinhas verdes ou mamonas.
Chilique antigamente era resolvido na cintada, chinelada ou varada mesmo. E sim, apanhamos muito, sem sermos espancados, mas o essencial, que é de fato invisível aos olhos, era nossa recompensa: nos tornou mais afetivos. E essa piedade pelos nossos bebês fizeram com que eles envelhecessem mais cedo que nós.
Afinal, confinamento voluntário, sedentarismo, alimentação, se existir - me négo a chamar fastfood de alimento - ( tudo transgênico á base de soja e glutamato monossódico), dependentes do dinheiro alheio porque não aprenderam sequer a trabalhar, a meu ver, chama-se prisão domiciliar voluntária. E a gente chamava tudo isso de caduquice e era de uso exclusivos dos idosos.
Erramos em trazer o peixe que eles nos viram pescar mas não puseram suas mãozinhas na lida. Agora eles exigem os pescados prontos para o deguste e temos a tarefa de não propagar uma próxima geração assim ou pior ainda. Mas, a pergunta perdida no vento é: como se faz gente de verdade?
Perdemos a receita da vovó.
O leite já derramou e nos cabe apenas tentar equivaler o que restou do indivíduo humano.
terça-feira, 20 de julho de 2021
Egoismice
O estranho do egoísmo, que já nem devia ser estranho, é que ele diminui tudo o que está fora do ser...
Amor, vira obcessão...
Cuidado vira chatisse...
Preocupação então, vira neurose...
A beleza incomoda,
O sucesso é provocação...
O encanto pelo afeto vira viscosidade...
Até a bondade é tida por interesse ou insanidade.
Por essas e outras é que afirmo ser o egoísmo não um 'mal', mas um desencadeador de muitos males. (ECL)
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
Por mérito?
Quem merece ser amado? Quem merece seu verdadeiro e sincero amor? Falo de cuidados, de atenção, ajuda, favor, entrega, preocupação real, empatia...
A sociedade diz que os que são bons de coração merecem.
O orgulho humano individual diz que uns sim, outros não, se alguém der uma "pisada" de bola, pronto. Já não merece.
Bom, estive dando uma breve olhadela no aspecto bíblico do assunto e... bem, na verdade, pasmem, NINGUÉM é merecedor de amor. Não há nada bom o suficiente que um ser humano faça que o torne merecedor de amor, nem mesmo do amor Divino.
Mas existe uma parte do amor chamada "graça" ou, favor, que se não existir decompõe a fórmula, então, não é amor.
Amor é um presente e não há nada tão mal que alguém faça que o desabone ao recebimento de amor, principalmente o Divino.
Não é por mérito, é um presente.
Há um dito do qual desconheço o autor:
"Ame-me quando eu menos merecer, pois será quando mais precisarei."
Existem alguns humanos a quem escolhi dar esse presente. E não pretendo retira-lo, apesar de ja ter sentido inumeras vezes o momento exato em que alguém decidiu que não sou ' merecedora' de seu "amor".
Não sou melhor que ninguém por agir assim, só sofro bem mais (risos).
Mas sou fã incondicional de um Ser que age assim.
Se não fosse por Seu amor quando eu menos mereço, não haveria mais eu há muito tempo.
sábado, 7 de novembro de 2020
Amo você mais que tudo, mas tenho que viver a centenas de km...
Como pode? O entender é algo que nenhuma civilização completou com sucesso. E não falo de conhecimento. Entender, compreender é um mistério. Cada mente entende uma mesma situação de maneiras diferentes, não raro, antagônicas. No meu simples entender, um objeto ao qual se ame, digo, um ser talvez, ao qual se ame, haverá de ser cuidado com esmero, deve ser algo de que se deseje estar perto, cuidar, ajudar, manter, admirar e comemorar cada etapa de tal crescimento com sucesso, ou estar lá com um bom abraço e talvez um chocolate, um café ou apenas um cólo se algo saiu errado.
Mas recentemente o que presencio é um ser implorando apenas atenção. Ao passo que o autoproclamado "amante incondicional " ignora, dista-se centenas de quilômetros causando algumas incertezas na tenra mente.
O que intriga meu ventre pulsante por um bom chacoalhão neste ser é : seria a verdade mesmo subjetiva e temporal? Ou seja, esse ser em sofrimento pela falta de seu "amante incondicional" é apenas questão de ótica?
Haverão ainda algumas lágrimas no chuveiro e alguns soluços nos travesseiro até que eu compreenda.
E deveria ser mestrada neste assunto.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Nem tudo são flores. ...
Se alguém algum dia ler isso, saiba que estou em sofrimento. ...
Ainda que não se importe, saiba que não encontrei nada bom e luminoso no "mundo ", que o sofrimento seca meus ossos pelo mal que muitas vezes escollhi sem pensar nas consequências. Nem nas pessoas que também sofreriam, já que ninguém é uma ilha.
Se você estiver lendo isso e me conhece, saiba que poucas coisas doem mais que ver pesssoas que são suas referências, desistindo ou cansando de esperar a perfeição que jamais virá.
Se não me conhece saiba que isso vale pra você também, e que não, não pretendendo tirar minha vida ou coisa assim, apenas escrevo para registrar o sofrimento.
O sofrimento alheio costuma passar desapercebido a menos que seja socialmente catastrófico. O que é um mal quase pior que o próprio sofrimento.
Ignorar o sofrimento não acaba com ele. Ele tem vários pesos, vários tamanhos, vários formatos. O sofrimento é como o pecado. Cada um tem o seu, cada um o sente ou o carrega de uma forma. Não é porque uma mosca não te incomoda que ela não é um sofrimento quase mortal para alguém.
Neste momento, alguém que você ama ou desconhece sofre a gotas de morte talvez até mesmo ao seu lado e você, ou não sabe, ou não se importa e pode perder a oportunidade única de salvar alguém de uma depressão, ou de um quadro de angústia, ou da morte.
E é tão fácil ajudar a diminuir o sofrimento. ...
Basta mostrar de qualquer forma. Qualquer mesmo. Mostrar que você se importa.
Sermões, lições de moral e afins não ajudam e ainda apimentam o quadro com a culpa ou a raiva.
Não, o sofrimento em nenhum aspecto é bom. Nem mesmo útil. Apenas corrosivo e letal.
O maior ser humano da história morreu de sofrimento e bem poucos se importaram.
O problema de se importar com o sofrimento alheio é que isso também é sofrer.
Círculo vicioso?
Não sei. Prefiro pensar em empatia.
Neste momento, o meu sofrimento me faz querer desistir. De tudo. De todos.
E o seu?
domingo, 5 de julho de 2020
Mas heim?
sexta-feira, 13 de março de 2020
Em definição
irmão", pois na forma mais livre de amar, contrariou a razão e a própria natureza.terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
Totalmente vazios
A capacidade humana de amar qualquer tipo de poder, ainda que este poder (e não raro, principalmente por isso) seja manipular emoções, muito me entristece. Vejo que toda a forma de tentativas e investidas para direcionar a emoção alheia, ainda que despretensiosa, é manipulação. Se seu bebê machuca um dedinho, antes que ele chore você o induz a isso:"_Tadinho do bebê, fez dodói". depois o induz a sentir-se ridículo por sofrer por 'tão pouco':"Ah, não chora, não foi nada".
Em síntese, o ser humano é desprezivelmente minimista com as emoções alheias. Vitórias são comemoradas por máscaras, tristezas consoladas por controle remoto; minha dor sempre é maior que a do outro.
Enquanto se incomodar com o cisco no olho do irmão e engolir bois forem especialidades dos ditos "donos da razão", sempre haverá traves cravadas em seu próprios olhos e asfixia por se engasgarem com mosquitos.
Olha e vigia!
Se a dor ou a vitória alheias fazem cócegas no seu ego e te faz tripudiar em 'sábios conselhos' sobre aquilo que geralmente desconhece, talvez você também precise de ajuda. Sim, essa mesma ajuda que o espírito abatido busca quando se curva para te dar a oportunidade de auxilia-lo, é para que você cresça, na verdade.
Pobres seres, dignos de piedade, tão cheios de si mesmos que são totalmente vazios.
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;
Romanos 12:15
Em queda.....
Aos olhos ávidos da sociedade de rapinaSigo caindo neste, que pode ser meu ultimo tombo
Aguardando ansiosa pelo fim do abismo
Para onde fui covardemente lançada
Confesso que estava muito próxima da beira
Ensaiando um voo que jamais aconteceria
Reconheço que meus sentidos (os seis) me alertaram sobre a possibilidade de queda
Mas pensei em vertigem ou escorregão
Talvez até desfalecimento por se esgotarem as forças
Contudo não me preparei para ser empurrada
E cá estou a cair
Descobri que até para esperar o chão preciso de paz

Quando chegar o fim do abismo, aviso.
E poderão soltar os corvos e abutres
É provável que eu morra e apodreça até que cheguem os carniceiros
Ou talvez sobreviva para espanta-los com minha vida ainda pulsante e sangue quente correndo
Não sei o que esperar
então apenas me deixem cair em paz.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Apenas
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Intocável

Lembranças

Vida Jovem
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Casal Casual
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Pérolas aos porcos...
A vida tem umas voltas peculiares. Num dia você está aos pés de Gamaliel, no outro, dando pérolas aos porcos. Ora subindo, ora descendo. Concordo que o conhecimento deve ser compartilhado, mas há o momento de se fazer de tolo com os tolos para não ser de fato um tolo. Ou seja, a sabedoria não é para os tolos. Porcos não usam pérolas. Às vezes convém guardar.





